quarta-feira, 29 de julho de 2009
Psicologia Jurídica - Uma explanação
Miguel Pinheiro Gomes
Recife, 03 e 04 de junho de 2009
Histórico
•Direito: durante muito tempo foi um sistema fechado pelo qual através das leis se distribui a justiça;
•1894: Tribunal Supremo dos EUA: separados mais iguais;
•Psicologia do Testemunho: avaliação da veracidade de relatos de acusados e de testemunhas, fundamentando-se em estudos experimentais sobre memória e percepção.
•Juízes preparados para aplicar as leis;
•Há 50 anos dizia-se ser possível a interlocução com o Direito:
•Tribunal Supremo dos EUA reformula sua decisão de 1894 baseado em estudos das Ciências Humanas, inclusive a Psicologia;
•Psicologia Jurídica no Brasil: 1945 - Manual de Psicologia Jurídica, de Mira y Lopez: ferramenta para avaliação e diagnóstico de criminosos e infratores.
lPsicologia como saber-poder (Foucault): institui o “bem” e o “normal”:
–Pelos testes psicológicos, possíveis de comprovação matemática, orientava as decisões judiciais na esfera penal, apontando causas de comportamentos desviados, a autenticidade ou não de depoimentos e indicava medidas terapêuticas.
Histórico Atualmente
lPerspectiva de contextualização: avalia-se indivíduos e situações como parte do todo, num dado momento;
lEvita-se a normalização, rótulos, diagnósticos e prognósticos fechados;
lTécnicos: auxiliares do juiz
–procuram atender e dar suporte ao usuário para resolver o litígio, transformado em processo judicial.
Definição
lPsicologia Forense: restringe-se às situações que se apresentam nos fóruns e tribunais.
lPsicologia Judiciária: restrita ao sistema judiciário.
Definição: Psicologia Jurídica
•Mira y López (1967) definia como a Psicologia “aplicada ao melhor exercício do Direito”;
•Sabaté(1975) classificou como “eminentemente probatória”, pela influência do positivismo;
lPsicologia Jurídica: é um campo de investigação psicológico especializado cujo objetivo é o estudo do comportamento dos atores jurídicos e a relação das práticas jurídicas com a produção de subjetividade.
Áreas da Psicologia Jurídica
lInfância e Adolescente: crianças e adolescentes em situação de risco;
lDireito de Família: separação, guarda, destituição de pátrio poder etc.;
lDireito Cível: interdição, indenizações etc.;
lPsicologia Jurídica do Trabalho: acidentes de trabalho, indenizações etc.;
lDireito Penal: crime, insanidade mental, corpo delito etc.;
lPsicologia Judicial ou do Testemunho, Jurado: veracidade dos testemunhos
lPsicologia Penitenciária: execução das penas;
lPsicologia Policial e das Forças Armadas: seleção e formação;
lVitimologia: estudo da vítima;
lMediação: ajudar as partes a chegarem a um acordo;
lFormação e atendimento aos juízes e promotores;
lAssistência social: CRAS, CREAS etc.
Atividades
lPode auxiliar e nortear a atuação de advogados, promotores, juízes reconhecendo a necessidade de uma ação em conjunto com os demais profissionais na construção de um saber que auxilie a expressão da Justiça, permitindo ao juiz aplicar a Lei, dentro dos fins sociais, visando a uma relação democrática, justa e igualitária. (Verani: 1994)
lAssessoramento aos juízes através de estudo de caso e emissão de laudos e pareceres;
lParticipação em audiências;
lAtendimento em grupo, individual e familiar;
lVisitas domiciliares e institucionais;
lIdentificação e encaminhamento aos recursos que a comunidade dispõe;
lAcompanhamento de caso;
lRealização de palestras/eventos/pesquisas;
lconciliação/mediação.
Interdisciplinaridade
lCondição para atuação no âmbito jurídico;
lInterdisciplinaridade: decisões mais justas
lInterdisciplinaridade é complementação de saberes, nenhum se superpondo;
lNecessária a interlocução com outros saberes: Direito, Assistência Social, Pedagogia, Medicina etc.
Violência Doméstica contra a mulher
•Fenômeno antigo de recente publicização no Brasil graças às conquistas do movimento feminista e outros movimentos sociais;
•Família: deveria proteger, mas ameaça;
•Contra criança/adolescente: ato ou omissão de pais, parentes ou responsáveis causando dano físico, sexual e/ou psicológico;
Tipos de Violência
lFísica: do tapa ao espancamento fatal;
lSexual: todo ato ou jogo sexual entre adulto e menor para estimular, ser estimulado ou estimular outra pessoa, e ato sexual forçado com outra pessoa (estupro);
lPsicológica: ameaça, desrespeito;
lNegligência: omissão ou inadequação de atendimento às necessidades básicas quando há condições de se dar assistência.
Indícios
•Acidentes domésticos frequentes;
•Falta de higiene, desnutrição;
•Fome e fadiga constantes;
•Lesões/fraturas/feridas;
•Queimaduras;
•Doenças freqüentes;
•DSTs, Gestação indesejada;
Comportamento da vítima
•Agressividade/submissão/tristeza
•Tendência auto-destrutiva
•Baixa auto-estima, depressão
•Dificuldade de relacionamento
•Faltas ou atrasos escolares
•Temor excessivo ao(s) pai(s)
•Fuga de casa
Comportamento da família transgressora
•Consumo de álcool e/ou outras drogas;
•Não se preocupa com a criança/adolescente;
•Oculta/não explica lesões da vítima;
•Trata vítima como má/desobediente;
•Justifica violência como forma de educar;
•Limita o convívio social da vítima;
•Atribui a culpa dos seus atos à vítima.
Acolhimento à vítima
1. Escutar atentamente;
2. Firmar relação de empatia, respeito e confiança;
3. Pensar antes de agir;
4. Não fugir ou repassar seu próprio medo;
5. Buscar apoio em instituições competentes;
6. Mostrar interesse sem induzir respostas;
7. Ressaltar que não pode ser culpada;
8. Quando for o primeiro a saber, notificar o Conselho Tutelar ou denunciar. Não importa quem é o agressor uma atitude deve ser tomada para que a vítima e outras não continuem correndo riscos;
9. Perguntar se quer lhe questionar algo e responder.
Dados Estatísticos
l 15,4% das mulheres já sofreram algum tipo de violência
l Motivação:
– 45,5 % uso de álcool;
– 22,8 % ciúmes;
– 6,5% falta de dinheiro;
– 4,9% traição;
– 4,9% uso de drogas.
Caso
“Minha história é complicada e simples ao mesmo tempo, pois eu fui tentando aguentar, por achar que isso era só uma fase dele. É um grande erro da mulher achar que vai modificar um homem violento; quanto mais ela fica, mais ela dá forças para a brutalidade dele. Eu me lembro dele esmurrando a minha cabeça. (...) Eu estava totalmente sobre o controle dele, eu não fazia absolutamente nada, eu estava em pânico. Eu não podia trabalhar direito, tinha de voltar cedo para casa. (...) Ele fazendo o que fazia e eu pedindo: por favor, tenha calma. (...)
Ele quebrava as minhas coisas, cortava as minhas calcinhas, os meus vestidos. Eu só consegui sair dessa relação quando, de fato, não aguentava mais, quando não conseguia me mexer mais, quando não conseguia saras de um violência, porque sempre vinha outra. Eu acho que as mulheres ficam muito tempo acreditando que a violência do companheiro é apenas uma fase ruim que vai passar” (Maria)
Almeida, S. Efeitos devastadores. In: Maria, Maria. Brasília: UNIFEM, 1999: 07.
Dados Estatísticos
l Tipo de violência:
– 58,5% física;
– 10,6% psicológica;
– 8,9% moral;
– 4,9% sexual.
Dados estatísticos
l Agressor:
– 74,8% marido;
– 12,2% Companheiro;
– 4,1% namorado;
– 2,4% pai.
– Ainda convive com ele:
l 26% Sim
l 73,2 Não
Fonte: DataSenado SECS 2007
Referências
lBRANDÃO, E. P., e GONÇALVES, H. S. (orgs) Psicologia Jurídica no Brasil. Rio de Janeiro: Nau editora, 2004.
lBRITO, L.M.T. de (org) Temas de Psicologia Jurídica. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999.
lFRANÇA, Fátima. Reflexões sobre psicologia jurídica e seu panorama no Brasil. Psicologia: teoria e prática. 2004, 6(1): 73-80
lJESUS, Fernando de. Psicologia aplicada a justiça. Goiânia: AB, 2001.
lLÓPEZ, E. Mira y. Manual de Psicologia Jurídica. São Paulo: Vidalivros, 2009.
lRIBEIRO, H.M.F. Psicologia, Serviço Social e Direito: uma interface produtiva. Recife: ed. UFPE, 2001.
lRIGONNATTI. S.P. (coord) Temas de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica. São Paulo: Vetor, 2003.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Esclarecimento!
Queridas Defensoras, nós que fazemos a equipe de comunicação do Instituto Maria da Penha reconhecemos a falta de compromisso com todas em relação à desatualização de nosso blogger! Porém, contamos com a compreensão de todas. Devido à sobrecarga como: elaboração da revista, freqüência nos encontros semanais e até mesmo de nossas vidas, seja como universitário ou como pessoa física, estivemos fora do ar esse período.
Gostaríamos de Informar que até o próximo final de semana estaremos atualizando todo nosso sistema.
A equipe de assessoria de comunicação do curso, reconhecendo assim seu erro, pedes as mais profundas desculpas pelo ato, e firma o compromisso de retomar as atividades.
Gratos pela compreensão!
Assessoria de Comunicação.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Por que preciso aprender a escrever bem?
No que se refere ao tema em questão, algumas regras esclarecem dúvidas que todos temos em relação à Concordância Nominal.
A princípio, é válido salientar que, conforme ensinam Jésus e Samira, em seu livro Minigramática ¹, “concordância nominal é a que deve haver entre os nomes (substantivos) e as palavras que com eles se relacionam (adjetivos, artigos, numerais, pronomes adjetivos, particípios)”.
Após esta sucinta definição, vamos às regras que nos auxiliam na constante luta contra o “mau” português.
· Regra geral: O nome impõe seu gênero e número aos seus determinantes. Ex.: “O Vietnã agora está cheio de arame farpado”.
Na frase acima, percebemos que o substantivo masculino singular (Vietnã) concorda com o adjetivo masculino singular (cheio), enquanto que o substantivo masculino singular (arame) concorda com o adjetivo masculino singular (farpado). Logo, esta frase soa suavemente aos nossos ouvidos, ou seja, não “agride” a nossa língua pátria. Do mesmo modo que na frase: “Mulheres lindas, perfumadas, elegantes”, o substantivo feminino plural (mulheres) concorda com os adjetivos femininos (lindas, perfumadas, elegantes), todos no plural.
· Regras especiais:
1. Adjetivo referindo-se a vários substantivos de gêneros diferentes:
1.1. Quando posposto aos substantivos, concorda com o mais próximo ou fica no masculino plural. Ex.: “Passava a noite lendo livros e revistas antigas (ou antigos).”
1.2. Quando anteposto aos substantivos, concorda geralmente com o mais próximo. Ex.: “Claros cabelos e semblante que esvaecem” (Guilherme de Almeida). [i]
2. Um substantivo especificado por mais de um adjetivo:
2.1. O substantivo vai para o plural, omitindo-se o artigo antes do segundo adjetivo. Ex.: “Estudo as línguas francesa e inglesa”.
2.2. O substantivo fica no singular caso se coloque artigo antes de cada adjetivo. Ex.: “Estudo a língua francesa e a inglesa”.
3. É obrigatória a concordância com os pronomes de tratamento em terceira pessoa. Ex.: “Vossa Alteza e seus súditos”; “Vossa Majestade e sua esposa”.
4. Numeral com o substantivo:
4.1. Quando os numerais são empregados com artigo, o substantivo pode ficar no singular ou ir para o plural. Ex.: “A quarta e a quinta colocada da disputa ficaram indignadas”; “A quarta e a quinta colocadas da disputa ficaram indignadas.”
4.2. Se o artigo não for repetido, o substantivo vai para o plural. Ex.: “A quarta e quinta colocadas da disputa ficaram indignadas.”
4.3. Caso o substantivo apareça antes dos numerais, irá para o plural. Ex.: “As colocadas quarta e quinta da disputa ficaram indignadas.”
5. É proibido, é necessário, é preciso, é bom:
5.1. Quando se refere a sujeito de sentido genérico, o adjetivo fica sempre no masculino singular. Ex.: “É proibido entrada”; “Fruta é bom para a saúde”.
5.2. Se o sujeito for determinado por artigos ou pronomes, a concordância é feita normalmente. Ex.: “É proibida a entrada”; “A fruta é boa para a saúde”.
6. As palavras bastante, meio, pouco, muito, caro, barato, longe, só:
6.1. Quando possuem valor de adjetivo, concordam normalmente com o substantivo. Ex.: “Na loja havia bastantes (muitas) bolsas”; “Já é meio-dia e meia (meia hora- equivalente a metade).”
6.2. Quando possuem valor de advérbio, são invariáveis. Ex.: “Eu fiquei meio sem jeito de falar com você”; “As bolsas custaram caro?”
7. Os adjetivos anexo, obrigado, mesmo, próprio, só, incluso, leso, quite concordam com o substantivo a que se referem. Ex.: “Seguem anexas/inclusas as documentações”; “Ela mesma cortou o seu cabelo”.
8. Os advérbios só (com sentido de somente), menos e alerta e as expressões em anexo e a sós são invariáveis. Ex.: “Nós só esperamos a convocação”. “Tenho que comprar uma blusa com menos purpurina”; “Os policiais estão alerta para prender o assaltante”; “Os documentos em anexo são importantes”.
9. O adjetivo possível, nas expressões o mais possível, o melhor possível, o menos possível, o pior possível, concorda em número com o artigo. Ex.: “Os alimentos eram o mais baratos possível (ou os mais baratos possíveis).”
10. Substantivos de gêneros diferentes ligados por ou podem concordar com o substantivo mais próximo ou no masculino plural. Ex.: “Deveríamos entrar de camiseta ou calção marcado(s).”
Ao final, é muito importante destacar que de nada adianta decorar estas regras, elas devem servir apenas de guia, até mesmo porque, ao estudá-las podemos perceber o quanto fazem sentido, e que não precisam ser decoradas, mas, apenas, compreendidas. Com a prática da escrita, mesmo em diários ou agendas, a aplicação destas regras começa a aparecer em nossos textos, pelo simples hábito de escrever bem, de forma coerente, empregando sentido às frases.
Todos nós sabemos que expressões como “menas gente”, “estou meia cansada” ferem o bom português, mas estamos tão acostumados a não nos corrigir, que erros como estes passam a fazer parte do nosso vocabulário; o que para uma defensora dos direitos à cidadania é inaceitável, pois, torno a dizer, não passam credibilidade alguma. Falar bem, escrever bem mostra conhecimento e, consequentemente, os outros passam a nos respeitar.
Espero que essa transcrição de regras possa nos ajudar com a resolução dos exercícios abaixo e também com a maneira como utilizamos a língua portuguesa.
Os exercícios abaixo foram retirados do livro Minigramática, dos autores Jésus e Samira.²
Exercício 1: (PUC-SP) Apenas uma alternativa preenche corretamente os espaços existentes na sentença abaixo. Assinale-a:
“Aquelas mulheres estão .... , porque querem aproveitar a liquidação para comprar ..... vestidos .....”
a) alerta, bastantes, bege
b) alerta, bastante, beges
c) alerta, bastantes, bege
d) alertas, bastante, beges
e) alerta, bastantes, beges.
Exercício 2: (PUC-SP) Não foi .... a pesada suspensão que lhe deram, porque você foi o que .... falhas apresentou; podiam ter pensado em outras penalidades mais...
a) justo, menas, cabível
b) justa, menos, cabível
c) justa, menos, cabíveis
d) justo, menos, cabíveis
e) justo, menos, cabíveis
Exercício 3: (UFV-MG) Todas as alternativas abaixo estão corretas quanto à concordância nominal, exceto:
a) Foi acusado de crime de lesa- justiça.
b) As declarações devem seguir anexas ao processo.
c) Eram rapazes os mais elegantes possível.
d) É necessário cautela com os pseudolíderes.
e) Seguiram automóveis, cereais e geladeiras exportados.
Exercício 4: Flexione o adjetivo que se encontra entre parênteses, estabelecendo a concordância necessária.
a) Diziam que viviam sempre (só), mesmo que estivessem com muitas pessoas em volta.
b) Meu Deus! (Só) eles não vão ser punidos?
c) Na placa estava escrito: “É (proibido) a entrada de pessoas estranhas.”
d) Na placa estava escrito: “É (proibido) entrada de pessoas estranhas.”
e) Respondemos questões as mais difíceis (possível).
f) Vai ser (necessário) muita paciência para enfrentar tal adversário.
g) É (necessário) delicadeza no trato com tais questões.
h) A professora, ela (mesmo), organizou todos os testes.
i) São (muito) agradecidos por tudo que vocês fizeram.
j) De há (muito) anos não consegue um negócio semelhante.
¹ SOUZA, Jésus Barbosa de & CAMPEDELLI, Samira Youssef. Minigramática. São Paulo, 1ª edição, Editora Saraiva, 1997.
² SOUZA, Jésus Barbosa de & CAMPEDELLI, Samira Youssef. Minigramática. São Paulo, 1ª edição, Editora Saraiva, 1997, pags. 405 e 415.
domingo, 24 de maio de 2009
Mulheres de olho na Saúde!
Este momento dinâmico e participativo causou muitas dúvidas de como proceder diante de diversas situações, coisa esta que foi muito construtiva, pois Jaqueline esclareceu cada situação não deixando nenhuma aluna sair com dúvida.
Até o próximo encontro.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Boa Leitura e lucidez sócio-jurídica para todos.
Caso Suzana Vieira: O ex-marido de Suzana agradiu a amante após descobrir o fim do relacionamento.
Matéria publicada em 12/11/2008
A coluna “Retratos da Vida” do jornal Extra revelou, nesta quarta-feira (12), que o término da relação não foi nada amigável. Susana teria expulsado Marcelo de casa depois de receber um telefonema de Fernanda Cunha, que diz ser amante do ex-policial.
A jovem de 24 anos contou ter conhecido Marcelo há sete meses na Praia da Barra, no Rio, e desde então tem um caso com ele. Ainda segundo ela, depois de ser expulso por Susana, Marcelo a procurou e a agrediu. “Eu traí a confiança dele. Acho que vou ter que fazer uma plástica no nariz, meu olho está roxo...”, revelou, por telefone, para a coluna.

Fernanda disse ainda ter ido, no último domingo (09), até a 14ª DP, no Leblon, prestar queixa, mas afirmou ter ficado com medo de novas agressões e desistiu. A coluna informou que, depois da briga, a estudante de nutrição foi para a casa dos pais, em Goiânia.
Essa não é a primeira vez que Marcelo se envolve em um escândalo. Em dezembro de 2006, quando já era casado com Susana, o então policial foi com uma mulher para um motel no Rio e foi acusado de agredi-la e quebrar todo o quarto do estabelecimento. Tempos depois Marcelo Silva foi expulso da Polícia Militar.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Acesso Premiado!

Aquela que fizer mais acesso a este blog e postar também seu comentário (critica ou sugestão) estará concorrendo no final do curso a um produto de Beleza.
Sua visita e critica é muito importante para nós que fazemos este endereço, pois é através de vocês que podemos proporcionar postagens melhores.
Um forte abraço a todas.
Primeiro Exercício via blogger!
Exercício: Uma testemunha de um crime prestou o depoimento a seguir ao juiz. Redija-o novamente, fazendo as adaptações necessárias, já que se trata de uma situação de formalidade.
“Senhor juiz: a parada estava manera, todo mundo numa boa, quando, de repente, sujou: pintou, não sei como, um berro na mão de um camarada que começou a tacar chumbo; quem pôde se mandou; quem não pôde se malocou já que ninguém é Zé Mané pra ficar de bobeira. Não sei qual o motivo da sujeira porque eu não sou da área, só estava ali nas abas de um amigo.”
Os próximos exercícios foram retirados do livro Minigramática, dos autores Jésus Barbosa de Souza e Samira Youssef Campedelli. ²
Exercício 2: Leia as frases a seguir. Caso exista algum erro, corrija.
a) Virou-se para o rei e disse: “Vossa Alteza parece tão cansado!”
b) Agora ele está quites com todos.
c) A Dorinha reparou que a amiga andava meia chateada.
d) Senhor, acredito que Vossa Excelência está equivocado.
e) “Dizendo que pimenta era bom para saúde, verteu o vidro sobre a comida.” (Antônio Callado).
f) Custam barato, custam baratinho estas bananas!
g) “Estava próxima a face e o beijo!” (Guilherme de Almeida)
h) Força e mobilidade extraordinárias caracterizavam-no.
i) Nossa! Que braços e pernas desengonçados!
j) A menos bagagens do que poderíamos ter trazido.
Exercício 3: Questões de vestibulares.
3.1. (Fuvest-SP) Num dos provérbios abaixo não se observa a concordância prescrita pela gramática:
a) Não se apanham moscas com vinagre.
b) Casamento e mortalha no céu se talha.
c) Quem ama o feio bonito lhe parece.
d) De boas ceias, as sepulturas estão cheias.
e) Quem cabras não tem e cabrito vende de algum lugar lhe vêm.
3.2. (Fatec-SP) Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal:
a) Devem haver outras razões para ela ter desistido.
b) Foi então que começou a chegar um pessoal estranho.
c) Queria voltar a estudar, mas faltava-lhe recursos.
d) Não se admitirá exceções.
e) Basta-lhe dois ou três dias para resolver isso.
3.3. (UFV-MG) Assinale a alternativa correta:
a) Sem educação não podem haver cidadãos conscientes.
b) Os prefeitos são de opinião que devem haver escolas em todos os bairros.
c) Se as coisas continuarem assim, têm de haver decepções.
d) Quantos há de haver que silenciam o coração.
e) Amanhã vão haver muitas surpresas.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Por que preciso aprender a escrever bem?
Como abertura da nossa coluna, acreditamos ser de merecedor destaque a transcrição das seguintes frases:
“Aprende a escrever bem ou a não escrever de jeito nenhum” (Deyden).
“O pensamento voa e as palavras andam a pé. Aí está o drama de quem escreve” (Julien Green).
“O que se lê sem esforço foi escrito com muitas dificuldades”. (Enrique J. Poncela).
Todos nós sabemos da importância de escrever bem, de forma clara, concisa e coerente. Porém, as dificuldades para se elaborar um bom texto são muitas e, é justamente por este motivo, que criamos este espaço em nosso blog para, desta maneira, esclarecermos as dúvidas sobre a língua portuguesa.
É notável o fato de que todos nós utilizamos muito mais a língua falada que a língua escrita, até mesmo, porque usamos a fala como o meio mais comum de comunicação. Entretanto, a língua escrita é muito mais organizada, precisa e, entre seus elementos, há uma ligação mais lógica; já na língua falada há grande número de repetições de estruturas, visto que não supõe uma preparação prévia.
Qualquer pessoa pode vir a escrever bem, ou, pelo menos, melhor do que já faz. Contudo, o que seria escrever bem?
Conforme os ensinamentos de Augusto Dias Carneiro, em seu livro Redação em Construção – A escritura do texto[1]¹, “escrever bem é produzir estratégias comunicativas adequadas, ou seja, variar segundo as circunstâncias”. Em outras palavras, o autor deseja nos ensinar que devemos prestar atenção ao contexto em que estamos inseridos, ou seja, para quem a nossa mensagem está sendo transmitida; a relação social entre eles; o local onde se processa.
Como forma de ilustrar o que foi dito anteriormente, imaginemos a seguinte cena: Um médico, ao explicar ao paciente qual é a sua situação, utiliza termos técnicos e científicos, que não são de conhecimento do seu interlocutor, ou seja, do seu paciente. Como esta mensagem pode ser transmitida de forma eficiente? De forma diversa, este mesmo médico pode utilizar-se destes mesmos termos em uma conversa com profissionais que atuem em área semelhante à sua, pois, com certeza, a mensagem será, facilmente, compreendida.
O mesmo raciocínio acima deve ser utilizado diante da necessidade de elaborar um texto. Não podemos escrever uma petição ao juiz, um requerimento ao chefe, da mesma forma que escrevemos um bilhete a uma amiga. É preciso adaptar o vocabulário, a idéia, a estrutura textual, à pessoa a quem queremos transmitir a mensagem.
Durante o Curso de Direitos Humanos e Empoderamento contra a Violência Doméstica, vem sendo ressaltada a importância de se conhecer os seus direitos e deveres. Entendemos que este conhecimento ocorre de acordo com o aperfeiçoamento da escrita, em particular, para a defensora dos direitos à cidadania esta é uma tarefa importante para o seu dia-a-dia pois, é uma oportunidade para desenvolver a competência de escrever um texto jurídico de acordo com às exigências formais da lei.
Escrever bem, com maturidade é uma forma bastante eficaz de exercitarmos a cidadania, de mostrarmos conhecimento e, consequentemente, sermos respeitados, uma vez que: de nada adianta um texto escrito gramaticalmente correto, com palavras rebuscadas, se não houver o menor sentido, da mesma forma, se um texto tiver uma excelente mensagem, mas for escrito de forma desorganizada e sem observância das regras ortográficas e gramaticais, não passará credibilidade alguma.
É por este motivo, que a cada semana teremos a atualização da coluna “Por que preciso escrever bem?”, sempre com dicas de como articular as idéias, não só no sentido de escrever gramaticalmente bem ou de forma coesa e coerente, mas de forma que o seu texto possa exprimir, de maneira brilhante, a dimensão do seu pensamento com a produção da escrita de forma simples.
[1] CARNEIRO, Agostinho Dias. Redação em Construção. 2ª edição. São Paulo, Editora Moderna, 2002.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
A LISTA DE SCHINDLER

Americana que recebeu transplante de face aparece em público

ESTADO E POLÍTICAS PÚBLICAS
- São uma forma de regulação ou intervenção na sociedade;
- Articulam diferentes sujeitos com interesses e expectativas diversas;
- Correspondem ao que os governos decidem fazer ou não. Portanto, política pública é o conjunto de ações ou omissões sob a responsabilidade do Estado;
- Se organizam a partir da explicitação e intermediação de interesses sociais organizados em torno dos recursos produzidos socialmente.
- As mulheres têm ocupado uma posição subordinada na sociedade;
- A desigualdade entre homens e mulheres é construída pela sociedade ao longo da história;
- As políticas são um instrumento de construção da justiça social e de mudanças na vida das mulheres, para o seu empoderamento e autonomia;

quarta-feira, 29 de abril de 2009
LEIS QUE INICIARAM A IDEIA DE LIBERDADE PARA TODOS NO BRASIL
Declaração Universal dos Direitos Humanos (Versão simplificada)

segunda-feira, 27 de abril de 2009
Mulheres, exerçam seu papel de cidadã!
A realidade é a seguinte: depois de lançada a Lei Maria da Penha (Nº11. 340, de 7 de agosto de 2006) aquela pela qual cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, o assunto tornou-se foco da mídia e também da sociedade. É natural que algo novo gere diversos comentários, coisa que em muitas vezes pode ser produtivo. É importantíssimo que esta lei esteja sendo bem mostrada nos meios de comunicação pois assim a sociedade passa a ter um conhecimento da mesma e os agressores perceberão que as autoridades estão trabalhando para combater tal.
Falando agora a respeito de tal violência em nosso país, podemos levantar uma questão importante para esse assunto: O medo que as mulheres têm de denunciar o agressor. Com medo de sofrer novas agressões ou até mesmo de morrer, as mulheres não vão a delegacia prestar a queixa. Quando vão, na maioria das vezes pedem para cancelar o processo depois que o mesmo já está em andamento.
Atenção! Se vocês mulheres (vítimas da agressão) não fizerem seus papéis de cidadãs, estarão contribuindo para que essa violência não seja combatida e consequentemente propagada. É essencial denunciar. Para aquelas que ainda não têm ou não tiveram a coragem de denunciar, com medo que o agressor volta a "atacar", saibam que a polícia pode solicitar a chamada "Medida Protetiva" de acordo com a gravidade do problema. Com isso, a vítima é encaminhada a um Centro Especializado de Proteção e nele estará segura. Estes centros são responsáveis por acolherem mulheres vítimas de agressões físicas, sexuais, entre outros.
Bom, espero que eu tenha contribuído para fortalecer ainda mais essa luta. A cidadania é um direito de todos, façam ela se fazer presente sempre!


