domingo, 24 de maio de 2009

Mulheres de olho na Saúde!

Nos dias 20 e 21 de maio as alunas do curso de defensoras do direito à cidadania, tiveram a oportunidade de ter um contato, através de uma profissional de saúde, com alguns conteúdos que são básicos e ao mesmo tempo essenciais para o conhecimento de qualquer pessoa. Jaqueline, responsável por transmitir esses conteúdos, é formada em enfermagem há dez anos e atualmente trabalha no Hospital das Clínicas da UFPE. Com alguns exemplos do cotidiano, a enfermeira procurou fazer com que a cada conteúdo explorado fossem elaboradas reflexões que proporcionasse um entendimento melhor de cada questão. Era notável o rápido entendimento por parte das alunas, uma vez que ao passar o assunto com uma linguagem clara e objetiva, a compreensão seria coisa fácil de se obter, levando em conta a metodologia de "ensino" e a experiência da profissional.
Assuntos como a identificação de queimaduras, ferimentos, fraturas, lesões faciais e corporais por pancadas, aborto e primeiros socorros foram bem abordadas, sendo este último bem praticado em sala. Jaqueline pediu para que uma das alunas deitasse sob a mesa para que o fato de presenciar aquilo como uma realidade no cotidiano não causasse medo de proceder com algumas manobras. Ela simulou problemas como parada cardiorrespiratória e desmaios, mostrando como proceder em alguns casos fazendo assim o uso de técnicas de socorro tetando assim resolver, ou ao menos não permitir que as situações se agravassem.



Este momento dinâmico e participativo causou muitas dúvidas de como proceder diante de diversas situações, coisa esta que foi muito construtiva, pois Jaqueline esclareceu cada situação não deixando nenhuma aluna sair com dúvida.

Portanto, as alunas já podem considerar-se portadoras do conhecimento dos metodos preventivos que devem ser seguidos diante de possíveis adversidades da vida. Agora é só estudar para que nenhum item seja esquecido. Lembramos que o material utilizado pela professora será disponibilizado logo em breve aqui no blog.
Bom aproveitamento do curso para todas. Não esqueçam de sempre participar do nosso blog através de comentários e informações.


Até o próximo encontro.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Como fruto das reflexões sugeridas no Curso de Direitos Humanos e Empoderamento Contra a Violência Doméstica, a graduanda em Direito pela Faculdade Maurício de Nassau, unidade Recife-PE, e monitora do projeto, Amanda Coutinho escreveu o artigo intitulado: Reflexões Sobre a Abrangência da Lei N.11.340/2006 e seu Consequente Potencial de Efetividade em Busca da Constitucionalização do Direito Penal. Por diversos motivos o arquivo não pode ser postado neste endereço. Porém este artigo está publicado no email:direitoshumanos@gmail.com, com o titulo de: Para minhas queridas defensoras. A senha todas tem, e mesmo as quem não têm, podem procurar qualquer um dos monitores.
Boa Leitura e lucidez sócio-jurídica para todos.

Caso Suzana Vieira: O ex-marido de Suzana agradiu a amante após descobrir o fim do relacionamento.

Susana Vieira descobre traição e expulsa marido de casa

Matéria publicada em 12/11/2008

O casamento entre Susana Vieira e Marcelo Silva chegou ao fim. Através de sua assessoria de imprensa, a atriz confirmou que está separada de Marcelo e que seu advogado, Dr. Paulo Lins e Silva, está cuidando da separação legal do casal. Susana preferiu não entrar em detalhes sobre o caso.

A coluna “Retratos da Vida” do jornal Extra revelou, nesta quarta-feira (12), que o término da relação não foi nada amigável. Susana teria expulsado Marcelo de casa depois de receber um telefonema de Fernanda Cunha, que diz ser amante do ex-policial.

A jovem de 24 anos contou ter conhecido Marcelo há sete meses na Praia da Barra, no Rio, e desde então tem um caso com ele. Ainda segundo ela, depois de ser expulso por Susana, Marcelo a procurou e a agrediu. “Eu traí a confiança dele. Acho que vou ter que fazer uma plástica no nariz, meu olho está roxo...”, revelou, por telefone, para a coluna.

Fernanda disse ainda ter ido, no último domingo (09), até a 14ª DP, no Leblon, prestar queixa, mas afirmou ter ficado com medo de novas agressões e desistiu. A coluna informou que, depois da briga, a estudante de nutrição foi para a casa dos pais, em Goiânia.

Essa não é a primeira vez que Marcelo se envolve em um escândalo. Em dezembro de 2006, quando já era casado com Susana, o então policial foi com uma mulher para um motel no Rio e foi acusado de agredi-la e quebrar todo o quarto do estabelecimento. Tempos depois Marcelo Silva foi expulso da Polícia Militar.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Acesso Premiado!



Gente só lembrando a novidade do momento!
Aquela que fizer mais acesso a este blog e postar também seu comentário (critica ou sugestão) estará concorrendo no final do curso a um produto de Beleza.
Rememorando que as visitas devem ser feitas não apenas visando o premio, mas o estudo dos assuntos que estão sendo abordados.
Sua visita e critica é muito importante para nós que fazemos este endereço, pois é através de vocês que podemos proporcionar postagens melhores.
Um forte abraço a todas.

Primeiro Exercício via blogger!

O nosso primeiro exercício será uma produção de texto jurídico, retirado do livro Redação em Construção – A escritura do texto, do autor Agostinho Dias Carneiro. ¹

Exercício: Uma testemunha de um crime prestou o depoimento a seguir ao juiz. Redija-o novamente, fazendo as adaptações necessárias, já que se trata de uma situação de formalidade.
“Senhor juiz: a parada estava manera, todo mundo numa boa, quando, de repente, sujou: pintou, não sei como, um berro na mão de um camarada que começou a tacar chumbo; quem pôde se mandou; quem não pôde se malocou já que ninguém é Zé Mané pra ficar de bobeira. Não sei qual o motivo da sujeira porque eu não sou da área, só estava ali nas abas de um amigo.”


Os próximos exercícios foram retirados do livro Minigramática, dos autores Jésus Barbosa de Souza e Samira Youssef Campedelli. ²

Exercício 2: Leia as frases a seguir. Caso exista algum erro, corrija.
a) Virou-se para o rei e disse: “Vossa Alteza parece tão cansado!”
b) Agora ele está quites com todos.
c) A Dorinha reparou que a amiga andava meia chateada.
d) Senhor, acredito que Vossa Excelência está equivocado.
e) “Dizendo que pimenta era bom para saúde, verteu o vidro sobre a comida.” (Antônio Callado).
f) Custam barato, custam baratinho estas bananas!
g) “Estava próxima a face e o beijo!” (Guilherme de Almeida)
h) Força e mobilidade extraordinárias caracterizavam-no.
i) Nossa! Que braços e pernas desengonçados!
j) A menos bagagens do que poderíamos ter trazido.


Exercício 3: Questões de vestibulares.
3.1. (Fuvest-SP) Num dos provérbios abaixo não se observa a concordância prescrita pela gramática:
a) Não se apanham moscas com vinagre.
b) Casamento e mortalha no céu se talha.
c) Quem ama o feio bonito lhe parece.
d) De boas ceias, as sepulturas estão cheias.
e) Quem cabras não tem e cabrito vende de algum lugar lhe vêm.

3.2. (Fatec-SP) Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal:
a) Devem haver outras razões para ela ter desistido.
b) Foi então que começou a chegar um pessoal estranho.
c) Queria voltar a estudar, mas faltava-lhe recursos.
d) Não se admitirá exceções.
e) Basta-lhe dois ou três dias para resolver isso.

3.3. (UFV-MG) Assinale a alternativa correta:
a) Sem educação não podem haver cidadãos conscientes.
b) Os prefeitos são de opinião que devem haver escolas em todos os bairros.
c) Se as coisas continuarem assim, têm de haver decepções.
d) Quantos há de haver que silenciam o coração.
e) Amanhã vão haver muitas surpresas.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Por que preciso aprender a escrever bem?


Como abertura da nossa coluna, acreditamos ser de merecedor destaque a transcrição das seguintes frases:
“Aprende a escrever bem ou a não escrever de jeito nenhum” (Deyden).
“O pensamento voa e as palavras andam a pé. Aí está o drama de quem escreve” (Julien Green).
“O que se lê sem esforço foi escrito com muitas dificuldades”. (Enrique J. Poncela).
Todos nós sabemos da importância de escrever bem, de forma clara, concisa e coerente. Porém, as dificuldades para se elaborar um bom texto são muitas e, é justamente por este motivo, que criamos este espaço em nosso blog para, desta maneira, esclarecermos as dúvidas sobre a língua portuguesa.
É notável o fato de que todos nós utilizamos muito mais a língua falada que a língua escrita, até mesmo, porque usamos a fala como o meio mais comum de comunicação. Entretanto, a língua escrita é muito mais organizada, precisa e, entre seus elementos, há uma ligação mais lógica; já na língua falada há grande número de repetições de estruturas, visto que não supõe uma preparação prévia.
Qualquer pessoa pode vir a escrever bem, ou, pelo menos, melhor do que já faz. Contudo, o que seria escrever bem?
Conforme os ensinamentos de Augusto Dias Carneiro, em seu livro Redação em Construção – A escritura do texto
[1]¹, “escrever bem é produzir estratégias comunicativas adequadas, ou seja, variar segundo as circunstâncias”. Em outras palavras, o autor deseja nos ensinar que devemos prestar atenção ao contexto em que estamos inseridos, ou seja, para quem a nossa mensagem está sendo transmitida; a relação social entre eles; o local onde se processa.
Como forma de ilustrar o que foi dito anteriormente, imaginemos a seguinte cena: Um médico, ao explicar ao paciente qual é a sua situação, utiliza termos técnicos e científicos, que não são de conhecimento do seu interlocutor, ou seja, do seu paciente. Como esta mensagem pode ser transmitida de forma eficiente? De forma diversa, este mesmo médico pode utilizar-se destes mesmos termos em uma conversa com profissionais que atuem em área semelhante à sua, pois, com certeza, a mensagem será, facilmente, compreendida.
O mesmo raciocínio acima deve ser utilizado diante da necessidade de elaborar um texto. Não podemos escrever uma petição ao juiz, um requerimento ao chefe, da mesma forma que escrevemos um bilhete a uma amiga. É preciso adaptar o vocabulário, a idéia, a estrutura textual, à pessoa a quem queremos transmitir a mensagem.
Durante o Curso de Direitos Humanos e Empoderamento contra a Violência Doméstica, vem sendo ressaltada a importância de se conhecer os seus direitos e deveres. Entendemos que este conhecimento ocorre de acordo com o aperfeiçoamento da escrita, em particular, para a defensora dos direitos à cidadania esta é uma tarefa importante para o seu dia-a-dia pois, é uma oportunidade para desenvolver a competência de escrever um texto jurídico de acordo com às exigências formais da lei.
Escrever bem, com maturidade é uma forma bastante eficaz de exercitarmos a cidadania, de mostrarmos conhecimento e, consequentemente, sermos respeitados, uma vez que: de nada adianta um texto escrito gramaticalmente correto, com palavras rebuscadas, se não houver o menor sentido, da mesma forma, se um texto tiver uma excelente mensagem, mas for escrito de forma desorganizada e sem observância das regras ortográficas e gramaticais, não passará credibilidade alguma.
É por este motivo, que a cada semana teremos a atualização da coluna “Por que preciso escrever bem?”, sempre com dicas de como articular as idéias, não só no sentido de escrever gramaticalmente bem ou de forma coesa e coerente, mas de forma que o seu texto possa exprimir, de maneira brilhante, a dimensão do seu pensamento com a produção da escrita de forma simples.
[1] CARNEIRO, Agostinho Dias. Redação em Construção. 2ª edição. São Paulo, Editora Moderna, 2002.
Por: Amanda Campos e Amanda Coutinho, alunas do 7º período de Direito da Faculdade Maurício de Nassau e monitoras do Curso de Direitos Humanos e Empoderamento contra a Violência Doméstica.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A LISTA DE SCHINDLER

Após a palestra da Professora Raquel, assistimos um trecho do Flime "A LISTA DE SCHINDLER" para entendermos um pouco mais das injustiças e sofrimentos impostos o povo judeu na época do nazismo e acima de tuo o nosso papel de defender a dignidade de todo ser humano.

RESUMO DO FILME:

Oskar Schindler, um antigo militar polonês, bem relacionado com a SS, que progride rapidamente nos negócios ao se apropriar de uma fábrica de panelas, após o decreto que proibia aos judeus serem proprietários de negócios.

Schindler se valeu de sua fortuna crescente para "comprar" membros da Gestapo e dos altos escalões nazistas com bebida, mulheres e produtos do mercado negro. Seu afiado senso de oportunidade o levou a contratar um contador judeu – mais barato do que um profissional polonês.

Ele é Itzhak Stern, a mente por trás do que seria o começo de tudo: com o argumento de que os trabalhadores judeus representavam uma lucratividade maior para o negócio, ele convenceu Schindler a fazer destes 100% da força de trabalho empregada em sua fábrica. Com o tempo, famílias judias passaram a trocar suas reservas financeiras por postos de trabalho (que os mantinha longe dos campos de concentração), permitindo que os negócios crescessem ainda mais.

A guerra avançou e Hitler lançou a campanha de "Solução Final", que acabaria definitivamente com os guetos, transferindo toda a população judia para os campos de concentração. Amon Goeth foi o comandante de um desses campos e um dos amigos mais próximos que Schindler teve entre os oficiais da Gestapo. Quando os trabalhadores de sua fábrica começaram a ser transportados para o campo de Plaszóvia, Schindler convenceu Goeth a colocá-los num ambiente separado dos outros, um lugar onde ficassem mais protegidos.

Numa determinada noite, passeando perto de um dos parques de Cracóvia, Schindler assistiu à invasão do gueto da cidade. Dias mais tarde, ele acompanhou uma ida de Goeth ao campo de concentração e assistiu às instruções que este recebeu para cremar os cadáveres dos mortos no massacre do gueto.

Schindler e o contador passaram a noite a digitar os nomes das famílias que seriam transportadas para a Tchecoslováquia ao invés de irem para Auschwitz. Para cada um dos 1.100 nomes que comporiam a lista, Schindler viria a pagar um boa soma de dinheiro a Goeth, que tomaria as medidas necessárias para o que o desvio de rota fosse bem sucedido.

Schindler fundou a fábrica de utensílios de cozinha Emalia para enriquecer com a guerra. Nela empregou entre 1939 e 1944 muitas centenas de judeus. Eram a sua força de trabalho, empregados especializados, mesmo que não o fossem, não deixavam de ser escravos. Pensou, durante algum tempo, que bastava aos seus judeus e aos outros manterem-se saudáveis para chegarem ao fim da guerra vivos. Percebeu que não, depois percebeu que iam morrer todos e usou o que ganhara com eles para salvar alguns. Mais de mil. Schindler escreveu os seus nomes numa lista e deu-lhes vida.


Assista ao Trailler comentado:

Americana que recebeu transplante de face aparece em público


WASHINGTON, EUA (AFP) — Uma americana submetida a um transplante quase total de face apareceu em público nesta terça-feira nos Estados Unidos, cinco anos após tomar um tiro no rosto disparado pelo marido.

Após ser baleada no rosto, em 2004, Connie Culp, 46 anos, perdeu o nariz, a parte superior da boca e as pálpebras inferiores. Em dezembro passado, a mulher foi submetida a um transplante de face, na Cleveland Clinic, em Ohio, que durou 22 horas e implicou onze cirurgiões.

O transplante envolveu cerca de 80% da face, utilizando o rosto de uma mulher falecida, que foi colocado em Connie Culp como uma máscara, exceto pela testa, as pálpebras superiores, o lábio inferior e o queixo.

A Cleveland Clinic já havia informado sobre o transplante, em dezembro passado, mas manteve em segredo a identidade da paciente e de como foi desfigurada.

Quando o Dr. Risal Djohan, cirurgião plástico da clínica, "viu meus ferimentos pela primeira vez, dois meses após o tiro, me disse que não estava seguro sobre se conseguiria fazer algo, mas que iria tentar. Bem, cinco anos depois, ele fez o que disse e devolveu o meu nariz", revelou Culp à imprensa nesta terça-feira.

Fonte: AFP

ESTADO E POLÍTICAS PÚBLICAS


A professora Raquel Rodrigues trouxe para nós a temática o que é o Estado: Segundo a definição da Wikipedia: "Estado é uma instituição organizada políticamente, socialmente e juridicamente, ocupando um território definido, normalmente onde a lei máxima é uma Constituição escrita, e dirigida por um governo que possui soberania reconhecida tanto interna como externamente. Um Estado soberano é sintetizado pela máxima "Um governo, um povo, um território". O Estado é responsável pela organização e pelo controle social, pois detém, segundo Max Weber, o monopólio legítimo do uso da força (coerção, especialmente a legal)".

Debatemos sobre a realidade e situação do nosso país e principalmente no que se refere a gravidade da distribuição de renda e a falta de conhecimento dos nossos direitos.

Quando elegemos uma pessoa, estamos como que dizendo: "Decidam o rumo das nossas vidas". Por isso precisamos ter consciência do que estamos fazendo. No entanto, geralmente o que vemos é a má administração dos recursos públicos, a falta de dignidade no tratamento dos cidadãos e assim percebemos que o Estado brasileiro está abandonando os seus dependentes, ou seja, cada um de nós!

Funções do Estado: 2 Objetivando promover o bem público, como sua meta final, o Estado desempenha uma série de funções através dos órgãos que o compõe, determinando um enorme conjunto de atos e serviços variáveis de um local para outro e de acordo com a época analisada.

 Modernamente o Estado consolidou estas três funções que a partir dos pensadores dos séculos XVII e XVIII, passaram a ser exercidas por órgãos correspondentes de forma harmônica e interdependente:
 
            Legislativa:  estabelece normas gerais e abstratas que regem a vida em sociedade, através de manifestação de vontade a ser feita valer toda vez que ocorre o fato descrito na norma. Exemplo: Quem importa mercadoria paga o imposto sobre importação. Esta é uma lei.
 
            Executiva:  traduz num ato de vontade individualizado a exteriorização abstrata da norma. Exemplo: Cobrar do  importador o tributo na quantidade prevista na lei é ato executivo.
 
            Judiciária: Dirime as controvérsias que podem surgir na aplicação da lei. Exemplo: Se o importador dos exemplos acima, considera indevido o tributo cobrado surge uma lide a ser resolvida definitivamente pela função jurisdicional.


A cidadania é simplesmente ter acesso aos direitos do cidadão, porém percebe-se que quem tem mais dinheiro, parece ser mais cidadão. Ao mesmo tempo, não vemos respeitados os nossos direitos. Há uma série de irregularidades, de impostos sobre impostos...

Quando vamos usufruir desses direitos, ou pelo menos tentar fazer isso, somos destratados como se não fóssemos dignos de tal. Um exemplo claro é a forma como somos tratados é quando vamos prestar queixa numa delegacia. parece até que quem cometeu o crime fomos nós. E quando pensamos no tratamento que recebemos na saúde pública então?

Então quando nos envolvemos em projetos sociais que visam a melhoria dos modos de aplicar aos direitos à cidadania, acabamos cumprindo um papel social que deveria ser do Estado.

O Que são Políticas Publicas?

3Políticas públicas compreendem as decisões de governo em diversas áreas que influenciam a vida de um conjunto de cidadãos. São os atos que o governo faz ou deixa de fazer e os efeitos que tais ações ou a ausência destas provocam na sociedade.
Elas:
  • São uma forma de regulação ou intervenção na sociedade;
  • Articulam diferentes sujeitos com interesses e expectativas diversas;
  • Correspondem ao que os governos decidem fazer ou não. Portanto, política pública é o conjunto de ações ou omissões sob a responsabilidade do Estado;
  • Se organizam a partir da explicitação e intermediação de interesses sociais organizados em torno dos recursos produzidos socialmente.
Quais as políticas públicas sobre violência contra as mulheres:

As mulheres necessitam de políticas públicas específicas por diversos fatores, entre eles:
  • As mulheres têm ocupado uma posição subordinada na sociedade;

  • A desigualdade entre homens e mulheres é construída pela sociedade ao longo da história;

  • As políticas são um instrumento de construção da justiça social e de mudanças na vida das mulheres, para o seu empoderamento e autonomia;

Princípios das Políticas

Igualdade e Respeito à Diversidade: mulheres e homens são iguais em seus direitos. A promoção da igualdade requer o respeito e atenção à diversidade cultural, étnica, racial, inserção social, de situação econômica e regional, assim como os diferentes momentos da vida. Demandam o combate às desigualdades por meio de políticas de ação afirmativa e consideração das experiências das mulheres na formulação, implementação, monitoramento e avaliação das políticas públicas;

Equidade: o acesso de todas as pessoas aos direitos universais deve ser garantido com ações de caráter universal, mas também por ações específicas e afirmativas voltadas aos grupos historicamente discriminados. Tratar desigualmente os desiguais, buscando-se a justiça social requer pleno reconhecimento das necessidades próprias dos diferentes grupos de mulheres;


Autonomia das Mulheres: deve ser assegurado às mulheres o poder de decisão sobre suas vidas e corpos, assim como as condições de influenciar os acontecimentos em sua comunidade e país e de romper com o legado histórico, com os ciclos e espaços de dependência, exploração e subordinação que constrangem suas vidas no plano pessoal, econômico, político e social;

Laicidade do Estado: as políticas públicas de estado devem ser formuladas e implementadas de maneira independente de princípios religiosos, de forma a assegurar efetivamente os direitos consagrados na Constituição Federal e nos diversos instrumentos internacionais assinados e ratificados pelo Estado brasileiro, como medida de proteção aos direitos humanos das mulheres e meninas;

Depois de aprendermos tanto, foi hora de partilharmos coisas de nossa vida e do quanto somos importantes para fazer valer nossos direitos. Durante a conversa uma de nós falou da experiência de que o seu companheiro colocou o desejo de casar-se com ela e dizendo que a partir do casamento de papel passado as coisas mudariam, pois ela seria "propriedade dele". 

A professora ressaltou que ninguém é "proprietário" de outro, não somos objetos e comcluir com a frase: "Há muita diferença entre certidão de casamento e Nota Fiscal".

Aprendemos muito na aula de hoje e certamente entender o papel do Estado nos ajuda bastante no nosso papel de Defensoras do Direito à Cidadania.


Referências