quarta-feira, 13 de maio de 2009

Por que preciso aprender a escrever bem?


Como abertura da nossa coluna, acreditamos ser de merecedor destaque a transcrição das seguintes frases:
“Aprende a escrever bem ou a não escrever de jeito nenhum” (Deyden).
“O pensamento voa e as palavras andam a pé. Aí está o drama de quem escreve” (Julien Green).
“O que se lê sem esforço foi escrito com muitas dificuldades”. (Enrique J. Poncela).
Todos nós sabemos da importância de escrever bem, de forma clara, concisa e coerente. Porém, as dificuldades para se elaborar um bom texto são muitas e, é justamente por este motivo, que criamos este espaço em nosso blog para, desta maneira, esclarecermos as dúvidas sobre a língua portuguesa.
É notável o fato de que todos nós utilizamos muito mais a língua falada que a língua escrita, até mesmo, porque usamos a fala como o meio mais comum de comunicação. Entretanto, a língua escrita é muito mais organizada, precisa e, entre seus elementos, há uma ligação mais lógica; já na língua falada há grande número de repetições de estruturas, visto que não supõe uma preparação prévia.
Qualquer pessoa pode vir a escrever bem, ou, pelo menos, melhor do que já faz. Contudo, o que seria escrever bem?
Conforme os ensinamentos de Augusto Dias Carneiro, em seu livro Redação em Construção – A escritura do texto
[1]¹, “escrever bem é produzir estratégias comunicativas adequadas, ou seja, variar segundo as circunstâncias”. Em outras palavras, o autor deseja nos ensinar que devemos prestar atenção ao contexto em que estamos inseridos, ou seja, para quem a nossa mensagem está sendo transmitida; a relação social entre eles; o local onde se processa.
Como forma de ilustrar o que foi dito anteriormente, imaginemos a seguinte cena: Um médico, ao explicar ao paciente qual é a sua situação, utiliza termos técnicos e científicos, que não são de conhecimento do seu interlocutor, ou seja, do seu paciente. Como esta mensagem pode ser transmitida de forma eficiente? De forma diversa, este mesmo médico pode utilizar-se destes mesmos termos em uma conversa com profissionais que atuem em área semelhante à sua, pois, com certeza, a mensagem será, facilmente, compreendida.
O mesmo raciocínio acima deve ser utilizado diante da necessidade de elaborar um texto. Não podemos escrever uma petição ao juiz, um requerimento ao chefe, da mesma forma que escrevemos um bilhete a uma amiga. É preciso adaptar o vocabulário, a idéia, a estrutura textual, à pessoa a quem queremos transmitir a mensagem.
Durante o Curso de Direitos Humanos e Empoderamento contra a Violência Doméstica, vem sendo ressaltada a importância de se conhecer os seus direitos e deveres. Entendemos que este conhecimento ocorre de acordo com o aperfeiçoamento da escrita, em particular, para a defensora dos direitos à cidadania esta é uma tarefa importante para o seu dia-a-dia pois, é uma oportunidade para desenvolver a competência de escrever um texto jurídico de acordo com às exigências formais da lei.
Escrever bem, com maturidade é uma forma bastante eficaz de exercitarmos a cidadania, de mostrarmos conhecimento e, consequentemente, sermos respeitados, uma vez que: de nada adianta um texto escrito gramaticalmente correto, com palavras rebuscadas, se não houver o menor sentido, da mesma forma, se um texto tiver uma excelente mensagem, mas for escrito de forma desorganizada e sem observância das regras ortográficas e gramaticais, não passará credibilidade alguma.
É por este motivo, que a cada semana teremos a atualização da coluna “Por que preciso escrever bem?”, sempre com dicas de como articular as idéias, não só no sentido de escrever gramaticalmente bem ou de forma coesa e coerente, mas de forma que o seu texto possa exprimir, de maneira brilhante, a dimensão do seu pensamento com a produção da escrita de forma simples.
[1] CARNEIRO, Agostinho Dias. Redação em Construção. 2ª edição. São Paulo, Editora Moderna, 2002.
Por: Amanda Campos e Amanda Coutinho, alunas do 7º período de Direito da Faculdade Maurício de Nassau e monitoras do Curso de Direitos Humanos e Empoderamento contra a Violência Doméstica.

12 comentários:

  1. È preciso saber escrever bem! As Defensoras dos Direitos Humanos e Cidadania, estara diante de situaçôes, que exigirar relatar por escrito, fatos ocorridos que se enquadrará dentro dos artigos da lei nº 11340/06 Lei Maria Da Penha.Perante Altoridades. Nnci Maria.

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  2. Realmente as Defensoras dos Direitos Humanos e Cidadania estarão diante de situações que exigirão relatar, e bem, por escrito os fatos ocorridos, enquadrando-os nos artigos da Lei Maria da Penha de nº 11340/06 perante as autoridades.

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  3. E tem que saber escrever bem mesmo.

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  4. Vale a pena ler a observação de Frei Beto no e-mail:direitoshumanos2009@gmail.com
    postado por Gênova
    Ele explica como deveriamos escrever...
    No minímo Poético, iluminado, divino, ou quem sabe inspirador...

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  5. Conceição Andrade3 de junho de 2009 às 05:53

    O texto sobre escrita está ótimo,muitas pessoas que fazem este curso se formaram há uns anos e se esqueceram das regras gramáticas.Está sendo ótimo vocês nos dando estas dicas.

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  6. A aula de 04 de junho foi super produtiva pois o professor Miguel nos,deixou bem claro os procedimentos da psicologia jurídica citando exemplos do seu dia a dia no trabalho com crianças especiais e como nos comportar diante de uma situação de violência doméstica e de nos conhecer-mos melhor e o porque de nossas atitudes. Maria Goretti Figueirêdo de Carvalho.

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  7. A cada aula, novas experiências, novas vivências...Está sendo fantástico participar deste projeto pioneiro de empoderamento de Mulheres através da Fundação Maria da Penha.
    Parabéns a toda equipe de bastidores e professores!
    Ana Paula Cavalcanti
    Moreno - PE

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  8. Você sabia que hoje será o nosso arraial?
    Pois é, participe conosco, vai ser muito legal!
    Mulheres empoderadas no arraiá da Fundação Maria da Penha...Já imaginaram?
    Nem brincando!!!

    Ana Paula Cavalcanti
    Moreno - PE

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  9. A aula do professor khalil foi muito esclarecedora, pois nos fez lembrar das leis, além da boa interção com a turma.

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  10. " O unicio da cura é a consciência da doença. Tudo vale a pena sa a alma não é pequena"

    Fernando Pessoa

    Nanci

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  11. "DESNUTRIÇÃO EXPIRITUAL"
    Jamais aceite o rótulo de que você é fraco de expirito. Muita gente tem o expirito fraco simplismente porque não o alimenta"

    Rogerio Caldas

    Nanci

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  12. Querida e amada Regina Celia, infelismente, no dia 20/07, não pude ir assistir sua aula sobre Ética Profissional, tenho certeza que perdi um grande e inuzitado acontecimento, pois, minhas humildes palavras, não conseguirá descrever a grande mestra, que durante o curso me proporcionou momentos de experiênciascan e sabedoria enriquecendo ainda mais meu aprendizado, nesse mesmo dia, fui socorrida com pressão alta, por volta das 11:30 horas, mas, estarei no Fórum de Joana Bezerra, dia 29/07,se Deus assim o permitir, um grande beijo em seu coração, até lá. Diana Brasil

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