"Promotoras legais populares" participam das aulas de Direitos Humanos e Violência, oferecidas pela Fundação Maria da Penha na Faculdade Maurício de Nassau

Mais uma ferramenta foi criada para tentar diminuir os casos de violência contra a mulher. Foi inaugurada na noite da última quinta-feira (16), no Recife, a Fundação Maria da Penha, que vai capacitar mulheres a lidar com a situação de risco.
Há dois anos Marlene Maria da Silva é promotora legal popular em Olinda. Este é o nome de mulheres que trabalham na comunidade para ajudar outras mulheres, vítimas de violência doméstica. O trabalho é voluntário.
“Esse curso vem nos dar suporte para ajudar essas mulheres, para que elas se conscientizem dos seus direitos e de sua importância para a sociedade”, afirma Marlene.
Ela é uma das alunas do curso de Direitos Humanos e Violência, o primeiro organizado pela Fundação Maria da Penha, em parceria com a Faculdade Maurício de Nassau. Marlene e outras promotoras vão aprender novas formas de ajudar vítimas de violência doméstica.
Na primeira aula, um incentivo a mais: a participação de Maria da Penha Fernandes, que empresta o nome à lei que protege vítimas de violência doméstica. Depois de ser agredida pelo marido por seis anos, ela levou um tiro e ficou paraplégica. O marido foi condenado depois de 19 anos de julgamento.
“Primeiro elas vão ter conhecimento das leis e questões dos direitos humanos, depois vão aprender na prática como trabalhar isso”, disse Maria da Penha.
Nanci Maria Ferreira é promotora legal popular no Recife. Ela também vai participar do curso e acredita que as aulas vão ajudar no trabalho de prevenção da violência. “Vamos visitar as casas das comunidades carentes, onde existem mais casos de violência contra a mulher, para prevenir outros casos”, explica.

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Fonte: Redação do pe360graus.com
em 17/04/2009
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